Skip to content

Objetivos do Milênio melhoraram a vida de milhões

17 julho 2014 às 16:30

O relatório anual de avaliação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) divulgado este mês, em Nova Iorque, mostrou que as condições de vida de milhões de pessoas melhoraram graças aos esforços em nível global, regional, nacional e local para alcançar suas metas.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, observou que o mundo mudou drasticamente desde a adoção dos ODMs, acordados pelos líderes mundiais na cúpula da ONU, em 2000. “O desenvolvimento, a paz, a segurança e o estado de direito estão mais profundamente conectados do que nunca. A erradicação da pobreza extrema significa um imperativo ainda mais claro para a construção de sociedades estáveis”, acrescentou.

De acordo com o relatório, o mundo já atingiu algumas metas como a redução da pobreza, o aumento do acesso às fontes de água potável, a melhoria de vida dos moradores das favelas e a igualdade de frequência de meninos e meninas, no ensino primário.

“Os ODMs têm ajudado a unir, inspirar e transformar. A ação conjunta com os governos, a comunidade internacional civil e o setor privado pode fazer a diferença”, disse Ban, citando também os ótimos resultados obtidos na luta contra a malária e a tuberculose, bem como o acesso ao tratamento do vírus HIV.

O prazo final para cumprir os oito objetivos é 2015, e o secretário-geral da ONU pediu mais a intensificação dos esforços. “Nós sabemos que os resultados obtidos são desiguais entre os objetivos, entre e dentro das regiões e países, assim como entre grupos populacionais. Para os mais marginalizados e vulneráveis ​​da sociedade, a exclusão social e a discriminação ainda estão entre os maiores obstáculos para o progresso”, disse Ban Ki-moon, acrescentando que a menos que esses desequilíbrios sejam tratados por meio de intervenções mais ousadas e mais focadas, algumas metas não serão cumpridas, inclusive em áreas importantes, como o parto, a mortalidade materna, a educação universal e a sustentabilidade ambiental.

Mais informações no site da ONU.

Acesse o relatório com os dados brasileiros em: http://www.pnud.org.br/ODM.aspx

Anúncios

Deixe seu lixo longe das águas!

16 julho 2014 às 11:30

Expedição encontra plásticos em 88% da superfície dos mares

Sabe aquela sacolinha que escapa da mão e é levada pelo vento? Ou a garrafinha de água vazia que esquecemos em um canto do ponto de ônibus? Ou ainda aquele brinquedo de plástico largado na calçada? Pois é. Todos esses materiais acabam, com muita facilidade, nos oceanos da Terra.

Como? Porque são arrastados pelas chuvas até os rios e levados por esses até o mar. Todo resíduo sólido posto nas ruas, se não recolhido, pode ter esse mesmo destino. Expedições marítimas têm coletado amostras e dados dessa poluição e a revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), dos Estados Unidos, destacou, recentemente, os resultados da jornada Malaspina, que coletou mais de 3 mil amostras de detritos plásticos nos mares ao redor do mundo.

O levantamento, iniciado em 2010, concluiu que a quantidade de lixo plástico nos oceanos vem diminuindo. Contudo, micropartículas desse material se espalharam e já podem ser detectados em 88% da superfície de águas salgadas no globo.

“As correntes oceânicas carregam objetos plásticos, que se partem em fragmentos menores, devido à radiação solar”, disse o diretor das pesquisas, Andrés Cozar, da Universidade de Cádiz, na Espanha.

“Estes pequenos pedaços de plástico, conhecidos como microplásticos, podem durar centenas de anos e foram detectados em 88% da superfície oceânica analisada durante a Expedição Malaspina 2010”, acrescentou.

Assim, muita atenção com o lixo em sua mão! Garanta que ele vá parar em uma lixeira adequada para ser encaminhado a um processo de reaproveitamento. Esse cuidado deve ser reforçado durante passeios de barcos e navios. Nada de despejar no mar aquilo que a natureza não consegue digerir. Combinado?

Confira a íntegra do estudo aqui (em inglês).

Transforme o mundo brincando

15 julho 2014 às 11:00

Edgard Gouveia Jr, arquiteto e urbanista, resolveu inovar na busca de gerar bem-estar para todos com seu trabalho. Ele deixou de lado desenhos e projetos de cidades para realizar uma pós-graduação em jogos cooperativos.

Esses são jogos onde todos ganham; não apenas um vencedor que supere os demais. Assim, agora ele se dedica a mobilizar pessoas para que coloquem a mão na massa com o objetivo de transformar o mundo num lugar melhor. Para que haja engajamento, ele acredita que tudo tem que ser rápido, divertido e sem botar a mão no bolso. “Brincando, todo mundo é empreendedor.”

Em 2008, Edgard Gouveia tornou-se cofundador do Instituto Elos, uma organização que nasceu com o objetivo de empoderar pessoas para a construção de espaços com mais qualidade de vida. Um dos seus principais programas é o Guerreiros Sem Armas, iniciativa que reúne jovens de todo o mundo e lideranças comunitárias, para melhorar a localidade, através de habilidades empreendedoras.

A metodologia parte da ideia central de que podemos mudar o mundo com os recursos de que já dispomos e, muitas vezes, nem sabemos. Os participantes são estimulados a construir e a realizar um sonho coletivo que estará concluído e à disposição dos moradores locais ao final do programa.

Edgard gosta de mostrar como transformar o mundo brincando e compartilhar experiências do uso de games em escala local, regional e global para a transformação da realidade e fica à disposição de quem quiser conversar com ele aqui na Comunidade do Banco do Planeta.

Conheça mais sobre ele neste vídeo.

Prêmio para mulheres empreendedoras tem inscrições abertas

14 julho 2014 às 10:00

Você conhece mulheres que transformaram seus sonhos de empreender em realidade? Pois elas podem ser premiadas com um destaque nacional e horas de consultoria com especialistas para fortalecer ainda mais seus negócios.

O Prêmio Mulher de Negócio, u ma parceria entre o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), a Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (BPW) e a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), tem as inscrições abertas até 31 de julho.

Podem concorrer empresárias cujos relatos sirvam de exemplos e estímulo para outras mulheres desenvolverem seu comportamento empreendedor. A participação é gratuita e requer um relato do desenvolvimento de seu negócio, assim como uma auto-avaliarão dos resultados alcançados.

Serão selecionados 81 relatos de empreendedoras, três por unidade da Federação. Após essa etapa, uma comissão técnica nacional escolherá até nove finalistas: três representantes de cada categoria: Pequenos Negócios, Produtora Rural e Empreendedora Individual. Essas nove serão as finalistas nacionais. Todas as 81 receberão uma viagem para participar do evento da etapa nacional em Brasília.

Mais informações em: http://www.mulherdenegocios.sebrae.com.br/

Ipoema fomenta Projeto Águas do Cerrado

11 julho 2014 às 11:00

O Distrito Federal é abastecido por duas principais fontes de água principais: as bacias do Lago Paranoá e do Rio São Bartolomeu. Ambas estão ameaçadas pela rápida urbanização e pela degradação dos córregos que alimentam seus reservatórios.

Para recuperá-las e fomentar o uso sustentável da água, o Instituto de Permacultura: Organização, Ecovilas e Meio Ambiente (IPOEMA) lançou o Projeto Águas do Cerrado – O Futuro em Nossas Mãos. Suas ações incluem restaurar áreas degradadas em torno dos cursos d’água, com plantio de espécies adequadas e a promover o uso racional dos recursos hídricos. O público alvo será, principalmente, escolas públicas e comunidades rurais que receberão informações e capacitações em tecnologias sociais de permacultura.

A permacultura consiste no planejamento e execução de ocupações humanas sustentáveis, isto é, com equilíbrio ambiental, ecológico e econômico. Para tanto, reúne práticas ancestrais a conhecimentos modernos das áreas, principalmente, de ciências agrárias, engenharias, arquitetura e ciências sociais, sempre  abordadas sob a ótica da ecologia.

A meta do projeto é consolidar a consciência ambiental, estimulando o protagonismo de jovens e gerando oportunidades de trabalho e renda com serviços socioambientais. Nesse processo, buca-se formar redes de relacionamento e trabalho, que promovam um modelo de governança compartilhada e de preservação dos recursos hídricos do Cerrado. Ao mesmo tempo, amplia-se a capacidade de debate sobre as políticas públicas ligadas às tecnologias sociais de melhorias na gestão social do uso da água na região.

O IPOEMA tem sede em Brasília, foi fundado em 2005 e tem como missão ampliar a efetiva participação da sociedade civil na construção do modelo de sustentabilidade proposto pela permacultura.

São Paulo destinará R$ 40M para projetos de Arte

10 julho 2014 às 14:00

Estão abertos até quase final de agosto os Editais para o  ProAC – Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Eles destinarão um total de R$ 40 milhões para as mais variadas linguagens artísticas.

Os projetos inscritos são avaliados por comissões especializadas, que têm participação cada vez maior de profissionais originários do interior paulista. Os contemplados recebem o investimento diretamente do Estado e têm um prazo também predeterminado para realizar o projeto e prestar contas.

A Secretaria priorizará o maior apoio a espaços independentes de criação e difusão cultural; a inclusão dos coletivos de artistas no processo de seleção e o maior estímulo às produções oriundas do interior, litoral e grande São Paulo. Este ano está prevista a seleção de, pelo menos, 600 novos projetos em todos os segmentos artísticos.

Veja a lista completa dos editais aqui.

Países preparam novo acordo climático para julho de 2015

9 julho 2014 às 10:00

Crédito imagens: IISD

Toda a vida na Terra depende da qualidade da mesma atmosfera. Se um país poluir o ar, os vizinhos sentirão. Ondas de gases poluentes podem chegar a outros continentes, além de afetarem a camada de ozônio, essencial para a proteção contra os raios ultravioleta.

Assim, os países membros da ONU, desde 1988, têm realizado Conferências Mundiais de Clima e incentivado entre si, medidas para reduzir a poluição causada por atividades humanas. Em 1997, um acordo climático mundial foi acertado sob o nome de Protocolo de Quioto, cidade do Japão que abrigou o encontro daquele ano.

Esse documento construiu regras para que os países que mais poluíssem começassem a compensar suas emissões, pagando às nações que tomassem medidas para reduzir a poluição. Esse pagamento só poderia ser feito para ações extras, que iam além da legislação ambiental de cada Estado e deveria ser acompanhado de mudanças que, gradativamente, reduzissem a poluição entre os pagadores também.

Nem todas as nações membros da ONU o assinaram. Mas todas que o fizeram abraçaram metas de redução de sua poluição atmosférica até 2012.  Naquele ano, o Protocolo foi prorrogado até 2020.

Para depois disso, ainda não existem regras definidas. Por isso, uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) realizada em junho passado na Alemanha, anunciou que uma nova proposta de acordo climático mundial será apresentada em 2015. Esse foi um avanço comemorado em todo o mundo e ,a gora, espera-se maior atenção para esse tema.

“Os chefes de governo precisam se envolver para fazer escolhas que os negociadores não conseguem”, comentou a Climate Action Network (CAN), rede que reúne diversas organizações da sociedade civil que acompanham as negociações climáticas, conforme reportagem do Instituto Carbono Brasil.