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Solidariedade vence vício em crack

25/01/2015

22 janeiro 2013 às 0:30

“Dar o peixe” pode abrir portas para grandes transformações

A solidariedade é uma das qualidades mais admiráveis nos seres humanos. Consegue realizar mudanças tidas como ‘impossíveis’ e o mundo está repleto de exemplos que comprovam este seu poder. Como o caso da ONG Clube de Mães, de São Paulo. Fundado em 1993 para orientar mães pobres e violentas do centro da Capital, se viu, com o passar dos anos, frente a frente com um dos piores desafios: auxiliar viciados em drogas.

Isto não intimidou sua fundadora, Maria Eulina Hilsenbeck (na foto com camisa
branca). Ela própria ex-moradora de rua, migrante do Maranhão, teve sua vida
transformada quando uma desconhecida lhe ofereceu ajuda e um emprego
como assistente. No trabalho, conheceu seu marido que lhe deu mais forças
ainda para progredir.

Sem esquecer o que passou, Eulina começou a oferecer refeições gratuitas a
moradores de rua. Ficava junto deles, conversava e procurava encaminhar os
que desejavam para canais de ajuda, como albergues e programas públicos ou
de ONGs.

Ao fundar o Clube de Mães quis também ensinar meios de gerar renda, com
cursos baratos, como o de corte e costura por exemplo. O avanço das drogas
no Centro e o surgimento do crack complicou muito o cenário. Ela então parou
com os cursos cobrados em 2009; aumentou as refeições grátis e estruturou
oficinas gratuitas para usuários de crack se motivarem a enfrentar seu vício.
“Não podia deixar de me envolver, nem que fosse para salvar um ou dois”,
conta a maranhense à reportagem do Projeto Generosidade.

A fome atrai os usuários das drogas e abre uma porta de conversa e confiança.
O ‘dar o peixe’ como é chamado esta ajuda mais direta e assistencial, dá bons
resultados como a história de Boaventura. Ele que chegou ao Clube em 2007
em busca de comida. Participou das oficinas por sete meses. Foi encaminhado
para tratamento, tornou-se atendente da clínica de reabilitação e se matriculou
num curso superior. Ele se mantém em tratamento até hoje e é um dos
exemplos que alimentam a dedicação de Eulina. “Fico feliz em ver a vida deles
decolando”, diz orgulhosa.

Quem quiser contribuir com seu trabalho, pode visitá-la na Rua Apa com
Avenida Ipiranga, em São Paulo, na construção conhecida como Castelinho.
Ou se informar mais em sua página no Facebook: Oficina Profissionalizante
Clube de Mães do Brasil.

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