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Sacolinhas plásticas: utilizar ou recusar?

25/01/2015

19 julho 2012 às 9:30

O mundo consome 500 bilhões de sacolinhas plásticas por ano, segundo estimativa do Ministério do Meio Ambiente. Este volume gigantesco destas práticas embalagens se tornaram um problema ambiental, a medida que elas ficam espalhadas pelas ruas, entopem bueiros e causam danos a animais, que as engolem por engano ou ficam com elas presas em seus corpos.

Muitas cidades e até países têm feito esforços pela redução de seu consumo. São Paulo chegou a proibir sua distribuição pelo menos nos supermercados. Mas a medida não agradou. Muitos consumidores se sentiram lesados por não recebê-las ‘de graça’ ao final das compras.

Na realidade, seu custo já está embutido nos preços praticados pelo comércio. Além disto, elas custaram recursos naturais, como petróleo, água e energia na sua fabricação e transporte. A conta quem paga é o planeta, já que seu preço não inclui os valores ambientais envolvidos em todo o processo.

Além disto, não há uma reciclagem significativa deste material. Triturar as sacolinhas e sacos plásticos para derretê-los e fazer nova resina plástica é tecnicamente possível, mas ainda economicamente inviável. Sai mais barato fabricar uma nova do que coletar, lavar e processar as usadas. O resultado final de sua reciclagem também não tem uma boa aceitação, já que a coloração da resina obtida com o re-aproveitamento é uma mistura indefinida, que lembra sujeira (a famosa cor de ‘burro quando foge”, como dizem no Interior paulista).

Por outro lado, toda casa precisa de sacos plásticos para acondicionar seus resíduos. Assim, o que fazer? Aceitá-las nos mercados ou recusá-las? Entre o desperdício de deixar sacolinhas ao vento à rigidez de sua proibição, existe um caminho do meio. Do bom senso de se utilizar apenas o necessário e realizar um descarte responsável, evitando que este material cause danos ao ficar espalhado por aí.

Plástico não é lixo, é um elemento com muitas vantagens. Leve, flexível, impermeável e durável. Uma sacolinha leva, em média, 400 anos para se decompor, se enterrada ou deixada a céu aberto. Assim, pegue plástico apenas quando precisar! Reduza seu consumo, reutilize e sempre o encaminhe para reciclagem. Caixas de papelão, engradados, carrinhos de feira e sacos de papel são boas alternativas para o transporte de compras, assim como sacolas retornáveis. Escolha com consciência.

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