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Nápoles investe em centrais de reciclagem

25/01/2015

19 novembro 2013 às 8:00

Após o escândalo da atuação da ‘ecomáfia’, como foi rotulada a rede de empresas que formavam lixões clandestinos e queimavam detritos tóxicos em Nápoles na Itália, as autoridades resolveram reagir. Os lixões foram detectados via imagens aéreas e combatidos. Ao mesmo tempo, instituições foram criadas para montar centrais de triagem e reciclagem de resíduos.

Hoje, a Erreplast, braço dedicado à reciclagem de papel, papelão e plásticos do tipo PET e sacolinhas, custeado por instituição pública municipal, já recebe 170 toneladas diárias de fardos e os separa, limpa e reorganiza por cor para a venda às recicladoras. Este trabalho alcança, atualmente, cerca de 50% de todo o resíduo deste tipo gerado em toda província. Uma faixa que mostra que há ainda muito por fazer, mas que é uma vitória, face à situação anterior onde não havia reciclagem alguma.

A central funciona 24 horas, todos os dias do ano, inclusive nos feriados, sem exceção. É na época de festas tradicionais que a quantidade de resíduos se multiplica. Os enormes galpões ficam tomados por caixas e garrafas e plásticos prensados, em cada centímetro de seu espaço.

O processo inicia com a abertura dos fardos de materiais misturados recebidos de centros de coleta; segue com triagem por máquinas e manual também, até uma nova compressão para o encaminhamento às empresas recicladoras, como mostra a sequência de fotos abaixo:

Fardos quando chegam.

Material passa por imãs, para captura de algum eventual metal e por dutos e
esteiras, onde é separado por sucção conforme o peso que apresenta.

A separação manual refina a organização dos recicláveis e acontece 24 horas por dia.

Tudo então é prensado novamente e pequenas empilhadeiras organizam o estoque
para a revenda às indústrias que utilizam o material em sua cadeia de produção.

Fardos triados e reorganizados.

Os novos fardos já triados são revendidos ao preço de cerca de 250 euros à recicladoras que no caso do papel e papelão reprocessam a celulose e no caso do PET o trituram gerando novos produtos como fios para tecelagem ou flocos de resina plástica que podem ser derretidos e moldados em diversos formatos, até mesmo como novas garrafas.

Nas recicladoras, os fardos são desfeitos, para que o material seja triturado
e usado em novas linhas de produção.

Plástico incolor triturado para reaproveitamento na fabricação de novos produtos.

Painéis fabricados com os flocos dos plásticos usados.

Toalha feita com fio de PET reciclado, produzido a partir de plástico usado triturado.

O cuidado com o meio ambiente se reverteu também em cuidados sociais. Menos resíduos para aterros, menos chance da “ecomáfia” atuar e mais impostos recolhidos e benefícios criados para a população.

Para saber mais, acesse: http://www.erreplast.com/en/default.htm

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