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Cuidado ambiental tem que ser redobrado no Turismo

25/01/2015

2 abril 2012 às 9:00

Turistas da Australis desembarcam em regiões inabitadas da Terra do Fogo

A economia deu grandes saltos no Brasil e nossa moeda se fortaleceu. Com isto, mais brasileiros estão viajando para fora do país. Um dos ramos que mais cresceu foi o de cruzeiros marítimos. Os navios permitem chegar com conforto e comodidade em cantos remotos, onde poucos puseram os pés.

Mas a responsabilidade destes passeios é grande. Como lembra o capitão Enrique Rauch Strauch, da companhia Australis, que leva grupos de turistas à Terra do Fogo e ao Cabo Horn, o ponto mais ao Sul de nosso continente – abaixo dele, já está a Antártica, a 36 horas de navegação.

O capitão se alegra com a emoção e o entusiasmo dos que veem as grandes geleiras azuis, ou golfinhos livres na Natureza, pela primeira vez. Ou pinguins e aves marinhas ao alcance de suas mãos. Contudo adverte. Para este turismo continuar a existir é preciso não deixar nada, nas áreas visitadas. Nem mesmo lencinhos de papel usados. “Se estiver gripado, leve um saquinho e traga seus lenços usados de volta”, lembra o profissional.

Qualquer elemento estranho pode causar dano ao equilíbrio local.

Tão importante como não deixar nada, também é não dar nada aos animais.

Assim, mesmo que simpáticos pinguins estejam ao seu redor, é importante não tocá-los nem oferecer-lhes algo para bicar. A Ilha Magdalena, por exemplo, um santuário natural a estas aves, reúne milhares delas para a procriação. Mas, ali, quem fica limitado entre cordas são os turistas.

Na Ilha Magdalena, o limite das cordas são para os turistas

Alimentá-los seria muito divertido. Contudo, se os turistas o fizerem, eles se acostumariam aos agrados e teriam dificuldades para pegar sua comida sozinhos depois da temporada de visitas.

O capitão lembra a cada um que entra em seu navio, a máxima do turismo sustentável: “Não deixar nada além de pegadas e não tirar nada, além de fotografias”. Com estes preceitos, muitos outros poderão continuar visitando e se encantando com as belezas de regiões ainda selvagens de nosso planeta.

Em regiões selvagens há um equilíbrio que a presença humana deve deixar intocado.

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