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Ampla participação popular marcou Rio +20

25/01/2015

24 junho 2012 às 10:00

Fabio  Rodrigues  Pozzebom/ABr

Com o deslocamento de 110 mil pessoas para o Rio de Janeiro e um rendimento extra de R$ 274 milhões em hospedagem, transporte e alimentação para a cidade, terminou no dia 22 de junho a Conferência para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, Rio +20. Seu propósito maior, como o nome já anuncia, era realizar um balanço da situação ambiental do planeta, passados 20 anos da Rio 92.

Naquele ano de 1992, a Conferência das Nações Unidas teve como desdobramentos documentos importantes como a Agenda 21, a Carta da Terra e acordos multilaterais de produção e consumo que resultaram no Protocolo de Kyoto e no mecanismo de créditos de carbono. Desta vez, o documento final não trouxe novidades, nem acordos vinculantes.

Esta decisão já era esperada. Ficaram para os anos seguintes, as expectativas existentes, como de se estabelecer os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, por exemplo. Os países participantes também descartaram um fundo financeiro mais expressivo para apoiar projetos ambientais em países em desenvolvimento.

No entanto, o saldo extraoficial foi bastante positivo, com muitos acordos voluntários sendo fechados diretamente pelas partes interessadas, como prefeitos de grandes metrópoles. A presidente Dilma Rousseff avaliou: “aos resultados da conferência dos chefes de Estado e de governo somam-se os diálogos e os avanços da Cúpula dos Povos, do Fórum das Grandes Cidades, do Fórum das Mulheres, da participação dos movimentos sociais e das ONGs”.

Dilma ressaltou a importância das ações daqui para à frente. “Esse documento é um ponto de partida. É um documento sobre o meio ambiente, desenvolvimento sustentável, biodiversidade e erradicação da pobreza. É necessário ter um ponto de partida. O que nós temos que exigir é que, a partir daí, as nações avancem. O que nós não podemos conceber é que alguém fique aquém dessa posição. Além dessa posição todos podem ir, todos devem ir”, disse ela.

Muitas manifestações ocorreram durante todo o período, mas nenhuma ocorrência de distúrbio ou violência foi registrada. A vontade de se fazer ouvir e de influir nas decisões foi bem demonstrada pelos mais variados grupos da sociedade civil, que realizaram passeatas, festas e performances pedindo mais cuidado com a Natureza e com os povos nativos do planeta, assim como, convidando todos a um consumo mais responsável.

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