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Agroflorestas integram produção de alimentos e recuperação ambiental

25/01/2015

25 maio 2012 às 9:30

Ernst Götsch, introdutor dos Sistemas Agroflorestais – SAFs no Brasil

Produzir alimentos para uma população mundial em constante crescimento sem esgotar os nutrientes do solo e destruir a cobertura florestal remanescente no planeta é possível? Os Sistemas Agroflorestais – SAFs estão provando que sim. Eles unem agricultura à formação de florestas e promovem a recuperação de áreas degradadas com base na sucessão natural de espécies. Seu grande precursor no Brasil é o suíço Ernst Götsch, que forma SAFs e ensina como fazê-lo há 29 anos, tendo como base suas terras no Sul da Bahia.

Ernst visitou o Brasil pela primeira vez nos anos 60 e ficou encantado com nossas riquezas naturais, ao mesmo tempo que chocado com os danos provocados pelas monoculturas. Na década de 80, mudou-se para a Bahia, onde começou a implantar sistemas agroflorestais. Com este trabalho, adquiriu suas próprias terras, no município de Piraí do Norte, uma terra pobre, sem serventia para a agricultura e muito barata por consequência. Em menos de 20 anos, Ernst transformou totalmente o lugar, contando com mais de 300 espécies por hectare e garantindo um clima até 5 graus mais fresco do que os arredores, em sua propriedade.

“Em qualquer lugar, chega-se à terra boa de novo”, garante o especialista. A sua técnica consiste em identificar as espécies nativas do local onde se quer produzir e plantar consórcios, considerando a sucessão natural das espécies. As pioneiras são mais resistentes ao solo empobrecido e ao terminarem seu ciclo, formam a matéria orgânica que começa a transformar as condições locais. As espécies comestíveis integram os consórcios e são inseridas de forma a ocupar um estrato e um período de vida em harmonia com as demais.

No caso do Sul da Bahia, por exemplo, Ernst colhe no primeiro ano feijão de porco, no segundo mandioca, no terceiro e quarto anos, já consegue colher também abacaxi e maracujá. No quinto ano, junta-se à sua produção a banana, no sexto o palmito pupunha e do sétimo em diante, açaí, entre outros produtos.

“Tudo que faço é buscando que o resultado de minha operação resulte em mais vida, mais riqueza no planeta inteiro”, declara o agricultor.

Para saber mais sobre Agroflorestas acesse:

Agrofloresta.net

Agrofloresta para Agricultura Familiar – Estudo da Embrapa.

Entrevista Ernst Götsch  – TV Permacultura

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