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Pequenas propriedades podem dar bom lucro

24/01/2015

21 novembro 2011 às 11:00

Cascina Rosa, pequena fazenda de orgânicos gera empregos e boa qualidade de vida.

Tirar seu sustento da terra não é fácil. É preciso conhecer muito bem as espécies a plantar, as estações do ano, as variações nos ciclos da chuva, as características do solo , a flora e fauna no seu entorno e por aí vai. Isto tudo em um mundo sob grandes mudanças ambientais. Estes desafios não assustaram o casal Paola e Lucio Martino, que largou a vida na cidade e resolveu viver do que fosse capaz de produzir em apenas 1/3 de hectare, no norte da Itália, no final dos anos 80.

O sonho da dupla era ainda mais audacioso: produzir alimentos orgânicos, sem as facilidades da aplicação de adubos químicos e agrotóxicos. O cuidado com a terra e com a própria saúde, tanto deles e da família que formariam, quanto dos futuros clientes, era o que os inspirava.

Passados 24 anos, os Martinos têm, hoje, sete hectares, onde cultivam 23 espécies de frutas e hortaliças, gerando 50 tipos de produtos in natura e transformados em geleias, doces, conservas, sucos e desidratados. Contam com a ajuda de um dos três filhos, nascidos todos no sítio batizado de Cascina Rosa, por causa da cor das paredes da casa, e mais dois trabalhadores fixos. Além de seis extras que atuam no chamado ‘laboratório’, instalações preparadas para o processamento dos alimentos (fotos acima).

O aprendizado do cultivo biológico, como é chamada a agricultura orgânica na Europa, hoje, os torna uma referência na região e garante uma vida confortável para a família e seus empregados. Eles não revelam seu faturamento, mas destacam que a diversificação da produção, inclusive com o processamento dos alimentos, é fundamental para ampliar os ganhos. Capricho e atualização constante também.

O capricho está presente em toda propriedade

Assim, Lucio decidiu investir em um sistema de irrigação israelense, à base de gotejamento, que reduziu em 80% o gasto de água nas plantações (fotos acima). O empreendimento também gera toda a energia de que necessita, através de placas solares, inclusive para a câmera frigorífica que conserva suas colheitas. O número reduzido de colaboradores se deve ao investimento em equipamentos, como pequenos tratores e empilhadeiras que facilitam o trabalho de encaixotamento e transporte da produção.

“Investimos confiando no futuro. Hoje, eu teria mais receio em entrar nos financiamentos que permitiram equipar bem nossa propriedade”, comenta Paola. A Cascina Rosa, por ser uma pequena fazenda orgânica, recebe de 3 a 4 mil euros por ano de incentivo da comunidade europeia e recolhe 4% de impostos sobre as vendas dos alimentos frescos e 10% sobre os processados. Estas condições  e a experiência que possuem lhes permitem praticar preços bem acessíveis para produtos orgânicos, como 1€ (cerca de R$ 2,40) pelo quilo da pera, 1,40 € (R$ 3,36) pelo da maçã e 1,90 €  (R$ 4,56)por 200 ml de polpa fresca de fruta.

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