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Paz se aprende na escola?

21/01/2015

31 março 2011 às 12:51

Todos nascemos com impulsos que devem ser educados para o convívio humano. Aprender a respeitar o outro, não pegar o que não é nosso sem permissão, agradecer a atenção recebida, proteger os mais fracos e cuidar do que é de todos são lições da tenra infância e base para uma vida em comunidade.

Além deste aprendizado inicial, ainda precisamos de muito mais para termos nosso lugar na sociedade. Saber ler, escrever, fazer contas, conhecer a geografia e história de nosso país e de tantos outros, ter uma habilidade útil que nos dê uma profissão parecem completar o pacote. Mas não são suficientes.

O mundo globalizado, em constantes mudanças e com um crescimento exagerado da população humana, pede uma formação nova, acolhedora da diversidade e incentivadora da cultura de paz. Não mais pautada na competição individualista, onde cada um se prepara para disputar posições de domínio sobre os demais. Mas sim, incentivadora da cooperação, da capacidade de se relacionar, de pensar em rede e perceber como cada ação pessoal se reflete no todo. Uma educação que priorize o desenvolvimento integral do ser, inclusive de sua responsabilidade, frente a esta e às demais gerações.

Hoje, é preciso entender o planeta, não mais pela via fragmentada de nações políticas. Mas como uma grande casa, onde os seres vivos partilham da mesma água, do mesmo solo e do mesmo ar. Esta visão sistêmica é imprescindível para construirmos um melhor futuro para todos. A ciência e tecnologia avançam a olhos vistos, nos trazendo novas possibilidades diariamente. Mas, se ainda nos mantivermos divididos e intolerantes com nossas diferenças, muitos erros passados podem se repetir.

“Inovação não é tecnologia. É mudança de comportamento” já afirmava o pensador Peter Drucker. As TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação mudaram o cenário global, aproximando pessoas e culturas e dando voz a oprimidos. Este foi um grande avanço. Mas, junto com elas, precisamos aprimorar também as TACs: Tecnologias de Aprendizagem e Convivência, como bem definiu Tião Rocha, educador, antropólogo e folclorista brasileiro. “Sustentabilidade é a boa relação com o outro”, declara este pensador, autor de obras sobre desenvolvimento comunitário e fundador de um Centro Popular em Minas Gerais, voltado para este fim.

Os novos líderes serão, antes de tudo, gestores de emoções; capazes de promover o equilíbrio de um grupo, mediar conflitos e conciliar pontos de vistas, em prol do bem comum.

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