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Um sistema educativo de qualidade para todos

20/01/2015

10 novembro 2010 às 19:00

Educador José Bernardo Toro, autor de “A Construção do Público” falou sobre os desafios da Educação nos países latinos, a convite da Fundação Bradesco

Para o Brasil ocupar um papel de destaque é preciso transformar seu Sistema de Ensino. Quando um país entende que pode produzir conhecimento, cientificamente, pode ocupar o lugar que desejar”. Assim, Bernardo Toro, filósofo e renomado educador da atualidade, abriu sua palestra, proferida para uma selecionada platéia de pedagogos, professores e profissionais do terceiro setor, a convite da Fundação Bradesco, em 27 de outubro.

“Conhecimento é difícil de produzir e fácil de perder”, continuou Toro, ressaltando que é preciso tornar a Educação um projeto de Nação. “Como o Brasil pode dar o conhecimento necessário aos seus 45 milhões de alunos, do pré ao Ensino Médio e à Educação de Adultos?”, indagou o especialista. Para ele, isto só ocorrerá quando houver um sistema educativo de qualidade para todos. Quando filhos de altos executivos das grandes empresas ou em cargos políticos de destaque estudarem junto com os filhos dos funcionários de limpeza destas mesmas instituições.

“Hoje, a Educação está dividindo a sociedade. Ainda não é um bem público, acessível a todos e esta diferença é aceita como normal”, analisou. Toro ressaltou em seguida a necessidade de valorizar a profissão de ensinar e de se dominar diferentes métodos para fazê-lo. “Com motivação e método adequado, qualquer um aprende”, defendeu, explicando as condições necessárias para uma boa aprendizagem: um ambiente físico adequado (boa arquitetura educativa), uma boa estrutura de tempo, dividida entre aula, atividades práticas e pesquisa (é preciso investir em mais centros de investigação), um entorno que valoriza o aprendizado, motivação própria, conteúdo de qualidade e uma rotina adequada.

Na sua visão, a forma de ensinar está ligada à imagem que se tem de si mesmo e da sociedade em que se vive. Os jovens na América Latina precisam desenvolver altas competências em leitura, interpretação, escrita, cálculo matemático e resolução de problemas de todo tipo. Além disto, é imprescindível terem capacidade de comunicação e visão crítica dos meios de massa e de seu entorno social, além de capacidade de planejar, trabalhar e decidir em grupo e pesquisar, acessar e usar a melhor informação acumulada pela humanidade, até o presente.

Toro enfatizou que um ensino de qualidade se pauta por um Norte ético. Ele apontou que nos acostumamos a uma educação competitiva, excludente e que premia o individualismo, ainda. A capacidade de fazer conexões e atuar em conjunto , com solidariedade, compaixão e cuidado é a mais necessária. “O futuro é de Cuidar. Ou aprendemos a cuidar de nós mesmos, dos outros e dos recursos do Planeta, ou vamos desaparecer como espécie”, alertou, sem alarmismo, mas sim confiante na migração para modelos ganha-ganha.

“Podemos priorizar a equidade e escolher produtos e serviços que servem à dignidade humana. O que não faz isto, descartem”, aconselhou. Toro encerrou defendendo o diálogo e a escuta como instrumentos para construirmos esta nova ética.

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