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Novo e velho se entrelaçam nesta mudança de era

20/01/2015

Foto de Jandira

Claudio Estevam Próspero publicou os pontos que mais o impressionaram na palestra de lançamento do livro “Geração Y”, de Sidnei Oliveira, realizada em São Paulo. “Y” foi a letra escolhida por sociólogos para identificar jovens nascidos de 1981 a 2000, que se revelam, no geral, desestruturados, com gosto por mudanças constantes e bastante contestadores.

Claudio faz uma instigante reflexão de que cabe aos das gerações Belle Époque, aos Baby Boomers e
aos da Geração X orientá-los para que encontrem missões úteis para a vida.

Para quem quer entender melhor, ele publica também um quadro com resumo cronológico das gerações.

 

– – –

Perfis típicos da Geração Y


Operacionais – “Fazem apenas o que lhes mandam fazer”


Potenciais – “Trabalham para cumprir seus próprios objetivos (exemplo: pagar a Faculdade, acumular dinheiro para uma compra, de um carro ou de uma viagem)”. Não tem vínculos com a Organização.


Talentos – “Buscam sua missão que pode ser construtiva (adequar as Instituições Sociais às necessidades atuais) ou destrutiva (atacar as Instituições Sociais por serem inadequadas [1]”


Nós, os das Gerações Belle Epoque, Baby boomers e X [2], temos a missão prioritária de orientá-los para que encontrem Missões Úteis para a Vida.

Ainda nesta década mais de 50% do Capital Humano do Mundo (a antiga “força de trabalho”) será pertencente à Geração Y.
Nós, os das Gerações Belle Époque, Baby-boomers e X [2], teremos que “passar o bastão” para eles. O grande risco é que deixemos de prepará-los, principalmente evitando / impedindo que cresçam com seus próprios erros, por:

  • Incompreensão dos desafios que enfrentarão [3], com conseqüentes percepções de necessidades de adequação das Instituições Sociais que herdaram
  • Insegurança em relação aos comportamentos dos Geração Y, que não aceita / adota o “Padrão Estabelecido” (Estabelecido para uma outra Realidade Social, por nós (Belle Époque, Baby-boomers e X), onde as Tradições ainda eram úteis como respostas a situações vividas, sem grandes alterações, por várias gerações – “apesar de tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, trecho de uma música que representa toda a nossa desilusão com nossas Revoluções (anos 60 e 70))
  • Super proteção de nossos maiores tesouros, nos quais investimos grandes expectativas e dinheiro também (rs rs rs)

Cabe a nós ajudá-los, todos os Perfis acima, a descobrir seus Dons, tornando-se os Talentos que a Realidade atual necessita e o motivo para todo o investimento feito em sua preparação – emocional, intelectual, financeiro. Nunca houve uma geração melhor informada, objeto de tanto afeto e cuidado.
Mas não temos uma geração de gênios. Desconfio que a proporção de gênios e super dotados não deve ter se alterado, na média – nós também fomos o “controle remoto” (muda o canal moleque) e os “ajustadores de canais” da tecnologia emergente de nossa época –a televisão. Nem por isso prescindimos de tentar e errar para aprender o que nossos pais não tinham condição de nos ensinar.
Também não é justo adotarmos uma posição oposta da falta de confiança: não interagirmos, deixando para eles o ônus de enfrentar os grandes desafios do porvir, muitos dos quais frutos de ações e omissões nossas. Devemos procurar, todas as gerações, dialogar – principalmente compreender as diferentes percepções, para avaliar e aproveitar o que for útil de nossas experiências – e os Y também as têm, muitas, diferentes e em volume maiores, que as nossas. Como as nossas foram diferentes das de nossos antepassados.

 

[1] A Geração Y, esteja o indivíduo em qualquer dos perfis acima, não confia nas Instituições Sociais que encontraram na Sociedade (Corporações, Mídia Tradicional, Política, Relações Familiares, Seitas Religiosas). Viram seus pais, os da Geração X:

  • Despedidos pelas Organizações em que esperavam se aposentar
  • Manipulados pelas Mídias em que confiavam para se informar e agir social e politicamente,
  • Frustrados em suas expectativas em um ou mais casamentos, que esperavam ser para toda a vida
  • Enganados por Representantes do Sagrado que abusaram de sua Fé

 

[2] Quadro resumo cronológico das Gerações:

Belle Epoque – 1920 a 1940 – Idealistas / Sonhadores

Baby Boomers – 1945 a 1960 – Estruturados / Cosntrutores

Geração X – 1961 a 1980 – Revolucionários / Tolerantes

Geração Y – 1981 a 2000 – Desestruturados / Contestadores

Millenium – 2001 a — – Conectados

[3] O ambiente da Geração Y:

  • Trabalharão em “Empregos” (?!) que ainda não existem
  • Utilizando tecnologias que ainda serão criadas e substituídas várias vezes ao longo de suas vidas
  • Para aproveitar oportunidades e solucionar problemas que não sabemos quais serão

A estabilidade e previsibilidade vivida pelos Baby-boomers e, um pouco menos, pela Geração X, acabou. Como, creio, está evidente para todos nós que não estejamos “intelectualmente reclusos em alguma caverna conceitual”.

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