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Cuidar do meio ambiente combate pobreza e fome

20/01/2015

20 outubro 2010 às 8:30

Abelha Jatai produzindo mel, na Central dos Produtores Agroflorestais e Defensores da Natureza do Alto Acre

A mitológica figura do caipira, com seu chapéu de palha, descalço e com dentes faltando está – felizmente – se tornando coisa do passado. Viver fora das cidades, em contato mais direto com a Natureza, pode, ao contrário fazer muito bem à saúde e à qualidade geral da vida! Basta aplicar cuidados mais eficientes tanto com os seres humanos como com toda a Natureza à sua volta.

Comunidades pelo Brasil todo estão aprendendo a cuidar bem da Vida e a preservar seu solo, água e ar, para garantir a produção de alimentos sadios, assim como de chamados ‘insumos da biodiversidade’ como frutos, resinas e madeiras, matérias-primas bastante valorizadas de perfumes, cosméticos e medicamentos.

O saber ancestral que as pessoas do campo e das matas possuíam está se juntando à capacidade de estabelecer planos de negócios e valorizar as atividades que desempenham.

“As comunidades entendiam de produzir – mantendo as tradições e culturas locais – mas não sabiam comercializar. Elas sempre ficavam a mercê dos atravessadores que pagavam (e ainda hoje pagam) preços ‘oportunistas’”, esclarece Arnoldo Luchtenberg, que optou em 2003 por migrar da área de tecnologia para se aliar a moradores de vilas isoladas na Amazônia, para desenvolver a capacidade empreendedora deles e ampliar suas alternativas de renda.

Mesmo na agricultura convencional de alta escala, como a produção de cana de açúcar no estado de São Paulo, por exemplo, descobriram-se novas oportunidades trazidas por melhores cuidados sociais e ambientais.

A figura do ‘bóia-fria’ desaparece rapidamente desta região. A legislação proibindo as queimadas forçou os investimentos em máquinas colheitadeiras, capazes de cortar a cana junto com as folhas verdes que a protegem, no ritmo necessário à produção. Estas folhas e o bagaço se tornaram biomassa para a geração de energia termoelétrica para as próprias usinas de álcool e açúcar. Os trabalhadores são em menor número, é verdade. Mas agora treinados para operar máquinas, uniformizados com todo o equipamento de segurança devido, salários, contratação em carteira e plano de carreira.

Com isso, podem apoiar os membros de suas famílias para estudo e a migração para outras profissões, mais recompensadoras. A população do campo e das florestas se transforma graças aos próprios cuidados ambientais que lhe são impostos por leis muitas vezes ainda mal compreendidas. Um novo Brasil se delineia e a força rural e florestal vem somar à força da tecnologia e urbanização que o país desenvolveu nas últimas décadas.

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