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Cimento pode ajudar a Natureza

20/01/2015

19 outubro 2010 às 8:30

Mergulhadores colocam ‘recife’ artificial no fundo do mar para recuperação da fauna

O cimento trouxe segurança para as estruturas fabricadas pela engenhosidade humana. Ainda é um material para o qual não se achou substituto em larga escala. Contudo, ele pode ser visto como ‘inimigo’ da Natureza. Nas cidades, seu avanço significou perda de áreas verdes e permeáveis, fazendo jardins e quintais serem transformados em espaços ‘limpos’ e áridos.

Mas tudo que inventamos pode servir para preservar e ajudar a Natureza a se recuperar dos impactos que lhes causamos. Assim, milhares de pequenas cúpulas de cimento foram cuidadosamente colocadas, durante três anos, por um grupo de mergulhadores para favorecer o crescimento de corais e revitalizar assim um dos recifes mais valiosos das Filipinas.

Chris Dearne, um inglês radicado há 20 anos em General Santos, ao sul da ilha de Mindanao, e seu amigo John Heitz, um americano que também mora nessa cidade, mobilizaram outros mergulhadores, e colocaram cerca de cinco mil cúpulas por toda a baía de Sarangani, de 230 quilômetros de extensão.

“John e eu falávamos de como os recifes estavam mal e da falta de eficácia do governo e das ONGs no cuidado deles. Decidimos que tínhamos de fazer algo e tivemos a ideia de testar uma cúpula construída com cimento”, explica Dearne. Elas atuam como plataforma para que os organismos vivos se fixem e possibilitam que algumas pequenas criaturas marinhas vivam ali.

Dois anos após a conclusão do projeto, as estruturas se transformaram no lar de dezenas de espécies da fauna marinha, que por sua vez atraem cada vez mais peixes, o que contribuiu para o aumento da pesca local. “Desde que as cúpulas foram instaladas, a natureza tem se encarregado de decorá-las com todo tipo de organismo marinho. O crescimento de muitos deles é espetacular”, afirma Dearne.

Outra boa notícia é que a indústria de cimento no Brasil emite menos gás carbônico (CO2) na atmosfera se comparada à média mundial. Enquanto as empresas brasileiras despejam na atmosfera 659 quilos (kg) de CO2 por tonelada (t) de cimento, a emissão mundial fica entre 800 kg e 880 kg de CO2/t. “Nossas cimenteiras são modernas e têm um consumo de energia baixo comparado com os outros países”, descreve o engenheiro José Antonio Ribeiro de Lima. Em seu estudo realizado na Escola Politécnica (Poli), ele aponta que as emissões menores em relação ao resto do mundo vem desde a década de 1990.

Com informações da Folha e do Mercado Ético.
Mais em http://www.artificialreefs.org/

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