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Cerrado pede preservação já

20/01/2015

20 setembro 2010 às 12:00

Foto de Zé Carlos

Segundo a Embrapa, o Cerrado brasileiro – antes conhecido por seus solos áridos e inférteis – hoje fornece 59% da produção nacional de soja, 26% da de milho, 18% da de arroz, 48% da de café e 70% da de carne bovina.

Esta grande guinada foi destaque recente na revista britânica The Economist, elogiando o Brasil como fornecedor de alimentos para o mundo. Para os estrangeiros, o país ainda precisará aumentar sua produção de grãos em 50% e duplicar a sua de carne para atender a fome da população mundial em 2050.

Mas será que é isto que queremos? Sacrificarmos o que temos ainda de ambientes naturais e intocados para virarmos o ‘grande celeiro’ do planeta? O Cerrado, que representa 20% do território nacional, abrangendo 15 Estados e o Distrito Federal, já teve sua cobertura original reduzida pela metade. Segundo estudo recente do IBGE, a região pede medidas urgentes para proteção.

Apenas 3,2% da sua área total formam unidades federais de conservação, sendo 2,2% de proteção integral. Esta, que é a savana com a maior biodiversidade do mundo, já tem 131 espécies de plantas e 99 de animais sob ameaça de extinção. Afetarmos ainda mais o seu equilíbrio pode ter conseqüências graves, pois a região concentra nascentes de grandes bacias hidrográficas do País.

Achar o ponto de equilíbrio entre produção e preservação é de máxima urgência. A ciência está a postos para junto com governos e setores produtivos encontrar a equação certa.

A produção de gado e alimentos avançou ali graças a técnicas de correção e adubo do solo, bem como à irrigação e ao desenvolvimento de variedades adaptáveis ao clima mais seco. Esta experiência pode ser repetida em outros locais de terras já desmatadas e ociosas. Tanto aqui, como no exterior.

O Brasil tem mais a ganhar exportando tecnologias, em vez de simples produtos primários como grãos e carne. Desta forma, poderemos servir ao mundo e, ao mesmo tempo, gerarmos renda para manter e proteger nossas reservas naturais.

Afinal, destruí-las requer poucas horas. Já sua recuperação leva décadas – quando não séculos – e tem um preço ainda desconhecido para a teia de vidas no planeta.

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