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Castanhas e biocosméticos são boas fontes de renda, com a floresta em pé

20/01/2015

14 maio 2010 às 10:00

Foto de Central dos Produtores Agroflorestais do Alto Acre - Cepagro

O Brasil quer parar o desmatamento. O que fazer, então, com milhares de pessoas que vivem entre as florestas? O estilo de vida que elas conheciam está em mudança constante. O plantio de uma pequena roça e formação de pastos, aliados a pesca, caça e extração de produtos naturais ainda garantem, hoje, o aumento da população nestas áreas. Sem um planejamento, contudo, estas próprias atividades poderão gerar um colapso tanto para os que as praticam, quanto para os que estão na cidade.

Sem florestas, o clima e o ciclo de chuvas em todos os continentes se alteram. Assim, inúmeras iniciativas estão dando apoio aos ribeirinhos e caboclos para que melhorem suas condições de vida e tenham acesso aos confortos modernos, sem desmatar para formar roças e pastos.

Desde 2008, a Fundação Amazonas Sustentável, por exemplo, está levando capacitação e recursos a vilas remotas do estado amazonense, motivando a organização comunitária local em torno de atividades sustentáveis e rentáveis. Coleta de castanhas, pesca, artesanato são algumas das atividades estruturadas de forma a respeitar os ritmos da Natureza. A ação inclui investimentos em instalações próprias para armazenamento e processamento destes produtos, melhorando o valor de mercado dos produtos ofertados.

As decisões e escolhas do que empreender e de que forma são feitas pela própria comunidade, com assessoria dos técnicos desta Fundação.

Outra ONG que atua neste campo é o Instituto Peabiru que, desde 1998, ensina moradores de áreas de matas a desenvolver planos de negócios que lhes garantam um sustento no presente e no futuro.

Outro bom exemplo é a Rede Amazônia de Pesquisa e Desenvolvimento de Biocosméticos (Redebio), divulgadaspor Martin Bayon. Segundo ele, cerca de metade dos medicamentos desenvolvidos até hoje no mundo utilizam produtos naturais ou, são derivados deles. Enquanto os “biomedicamentos ” não chegam, os Estados da Amazônia miram seus investimentos em um alvo mais simples: os “biocosméticos ” feitos com matérias-primas da floresta.

A Central dos Produtores Agroflorestais do Alto Acre – Cepagro também tem o que ensinar quanto a um desenvolvimento que não fira a floresta. Eles aplicam ações que integram produção de alimentos e preservação ou, até mesmo, recuperação ambiental quando necessária. Este modo de produção foi desenvolvido por Ernst Götsch, que se radicou no Brasil há 27 anos.

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