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Rede em São Paulo luta por mais parques

30 julho 2014 às 10:30

São Paulo ganhou no início deste ano uma rede de cidadãos mobilizados pela criação de novos parques na cidade. O grupo batizado de “Rede Novos Parques SP” também luta pela preservação e conservação dos parques já existentes, praças e áreas arborizadas da capital paulista.

Regularmente, ele promove reuniões e atos em defesa de mais e melhores espaços verdes na metrópole, contribuindo com a administração municipal no planejamento e resoluções desse objetivo.

A rede agora se mobiliza e pede apoio para a criação do Parque Vila Ema, já decretado em 2010, mas que ainda não foi efetivado, em uma área remanescente da Mata Atlântica de 16.804 m², cujo terreno é formado por 477 árvores nativas, na Avenida Vila Ema, no1.523. O espaço e sua vegetação servem de abrigo e alimentação a diversos pássaros. O local também possui nascente de água. É uma região carente de áreas verdes públicas e, com a criação do parque, poderá contribuir para uma melhor qualidade de vida dos moradores no seu entorno.

Quem quiser apoiar essa causa, pode assinar uma petição pública presente emhttp://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N9366  e acompanhar a Rede Novos Parques SP em sua página no facebook: https://www.facebook.com/redenovosparquessp.

A rede iniciou com representantes de movimentos de 10 parques da cidade e, hoje, conta com movimentos de 25 áreas verdes do Estado de São Paulo.

Florestas de araucárias pedem mais proteção

29 julho 2014 às 16:00

Araucárias são árvores nobres que podem chegar a 50 metros de altura, diâmetro de 2,5 m e que existem há mais de 200 milhões de anos. Suas sementes são um rico alimento, popularmente chamado de pinhão e já incorporado na culinária tradicional da Serra da Mantiqueira e no Sul do Brasil, onde suas altas silhuetas tornaram-se símbolo de vida e bem-estar.

Apesar de tão popular, a ocupação de áreas para cidades, indústrias e agricultura reduziu a Floresta de Araucárias a menos de 3% de sua cobertura original. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), esta espécie está em perigo crítico de extinção.

A ciência tem feito vários estudos para conhecê-la melhor e definir formas de preservá-la. A Fundação Grupo Boticário lançou uma campanha de combate aos riscos mais comuns que a ameaçam, entre eles a extração para madeira (cada vez mais rara, já que é proibida por lei e o porte dessas árvores denuncia rapidamente qualquer corte); o reflorestamento de áreas desmatadas por pinus; os loteamentos imobiliários e as queimadas.

Nessa ação, a organização produziu um quadro-resumo da legislação que protege essas grandes damas das matas do Sul e Sudeste brasileiro (imagem abaixo). Além das leis nacionais listadas, há leis estaduais e municipais e é sempre interessante pesquisá-las e divulgá-las.

Consumidores estão mais conscientes

29 julho 2014 às 10:30

Um relatório internacional da Euromonitor pesquisou as dez maiores tendências globais de consumo em 2014 e detectou que elas serão marcadas pela contradição entre o desejo por itens de luxo, o uso mais frequente de apps de compra e o apego visual, de um lado, e maior consciência ambiental e social, valorização da simplicidade e importância da comunidade, de outro.

O estudo, conduzido pela analista Daphne Kasriel-Alexander, comprovou que a tecnologia facilita compras por impulso. Contudo, a preocupação com o planeta influenciará as escolhas finais dos consumidores, assim como sua busca por ter uma vida saudável. As empresas já estão cientes desse fator e procuram adequar seus serviços e produtos a ciclos ecologicamente corretos e socialmente justos.

A pesquisadora da Euromonitor no Brasil, Renata Benites, declarou ao jornal O Globo acreditar que a preocupação com o desenvolvimento sustentável entrou de vez na agenda da sociedade quando ficou claro que os recursos do planeta são finitos.

Na mesma entrevista, Dario Menezes, professor de Sustentabilidade Empresarial do Ibmec e diretor do Reputation Institute, reforçou que as empresas devem repensar a sua cadeia de produção, da extração de matérias-primas à educação de comunidades com as quais têm parceria.
Confira a íntegra do artigo aqui e conheça as dez tendências em reportagem da BBC Brasil.

Mais em http://www.euromonitor.com/ (em inglês)

Garrafas PETs podem virar caiaque leve e durável

28 julho 2014 às 20:52

O engenheiro mecânico Glauber, apaixonado pelo mar, resolveu se dedicar a um reaproveitamento bastante útil de garrafas PETs usadas. Ele projetou um caiaque viável, com boa aparência e funcionalidade, desenvolvendo o projeto com algumas técnicas que já existem em artesanatos de PET’s, misturadas a seus conhecimentos de boa funcionalidade, segurança e estética.

Segundo o projetista, o resultado é uma embarcação muito leve, durável, insubmergível e de ótima hidrodinâmica. O passo a passo para sua construção está no site fazeco.com.br.

Outras pessoas têm se inspirado a pôr a mão na massa para contar com um meio de transporte barato e prático, como o casal abaixo, que teve sua foto divulgada no http://www.pescarianoriotiete.com,

MMA lança guia para obras sustentáveis

23 julho 2014 às 10:00

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) elaborou uma cartilha com orientações sobre como fazer moradias sustentáveis que gerem economia e durabilidade. O objetivo é difundir práticas eficazes aos consumidores, permitindo aproveitar melhor tanto os recursos financeiros quanto os naturais.

A publicação “Construções e Reformas Particulares Sustentáveis” faz parte da série Cadernos de Consumo Sustentável, do MMA. Ela traz um mapa com opções para cada cômodo da casa e destaca as melhores disposições dos ambientes, portas, janelas e os tipos de telhados para garantir uma boa incidência de luz e ventilação natural.

Ela também ensina como fazer melhor uso do material de construção, optando por aqueles fabricados com menor impacto ambiental, evitando desperdícios.

A publicação lembra que a sustentabilidade está diretamente ligada aos “3 Rs”: reduzir, reutilizar e reciclar. Essas ações podem estar presentes em uma reforma ou construção nova.

De acordo com dados da cartilha, uma casa ou prédio sustentável gera uma economia de aproximadamente 30% em sua manutenção, gasta menos água e energia elétrica e tem uma vida útil e acessibilidade maiores. O uso de material reciclado em lugar de produtos novos também contribui para os ganhos finais.

Além disso, as moradias sustentáveis estão em alta no mercado imobiliário. Esses imóveis valem, em média, de 10% a 30% mais que os convencionais. Reformas que tornem imóveis antigos mais eficientes também se beneficiam dessa valorização extra.

Acesse o site do MMA para baixar a cartilha completa.

Sistema permite despoluir córregos nas cidades

22 julho 2014 às 10:00

Canal Paco, da cidade de Manila nas Filipinas, recuperado com o sistema

Quando um riacho fica poluído, o mais comum é que moradores peçam sua canalização. Assim, desaparece o mau cheiro e ainda se ganha uma área para implantação de rua, ou até para construir casas e comércios. Mas essa ação, que parece ser uma solução, já provou só complicar a vida nas cidades. Pois, depois que se encobrem as águas, o despejo de esgoto sem tratamento some de vista e ninguém se preocupa em resolvê-lo. O resultado é que ele corre até os rios e mares, tornando cada vez mais complicado obter água limpa para o consumo humano, como temos visto acontecer.

Inspirada na purificação natural das águas, realizada com plantas, algas e pequenos peixes que capturam e se alimentam da matéria orgânica, uma empresa inglesa resolveu desenvolver um sistema para recuperar os córregos, utilizando ilhas flutuantes e a restauração de seu entorno. Sua proposta também aproveita o benefício da luz solar que mata germes e auxilia na purificação do precioso líquido.

Sua ação se provou bastante eficaz, como no Canal Paco, da cidade de Manila, nas Filipinas. O local, antes, era completamente cheio de esgoto e lixo (foto abaixo), tornando inviável caminhar ao seu lado, devido ao mal-estar e riscos de doenças.

A empresa coletou todos os resíduos da água e instalou ali ilhas com mais de 110 metros quadrados, realizando também a revitalização de suas margens.

O estágio final trouxe a grata surpresa de uma paisagem que encanta os olhos (foto de abertura) e ajuda a melhorar a autoestima e o humor dos vizinhos da área.

Veja detalhes sobre o sistema aqui: http://www.biomatrixwater.com/

Ele é bastante similar às máquinas vivas (“Living Machine”), desenvolvidas na Ecovila de Findhorn, na Escócia, por Michael Saw, engenheiro que, desde 1989, trabalha com a Ocean Arks International (OAI), a qual esteve envolvido em todas as fases do desenvolvimento e execução de sistemas de tratamentos naturais de águas servidas.

No Brasil, essa tecnologia é aplicada por Valmir Fachini, fundador do O Instituto Ambiental (OIA), que implanta, desde 1992, Biossistemas Integrados (BSI), um método desenvolvido localmente, por iniciativa do especialista em Permacultura, Prof. George Chang; pelo presidente da Fundação Gaia, Prof. Jose Luzenberger e pelo presidente do Hamburger Umweltinstitut, Prof. Michael Braungarten.

Saiba mais sobre jardins filtrantes aqui.

Fabricante terá que recolher PETs do meio ambiente

21 julho 2014 às 10:00

Foto de coastalcleanup.wordpress.com

Em uma decisão inédita, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) responsabilizou uma empresa de refrigerantes pelos danos ambientais decorrentes do descarte incorreto de suas embalagens PET naquele Estado. Com a decisão, já julgada também no Tribunal Superior de Justiça, o fabricante está obrigado a recolher os vasilhames deixados pelos consumidores em ruas, córregos e qualquer outro lugar impróprio; também a informar procedimento de recompra no rótulo dos produtos e aplicar 20% de sua verba publicitária em campanhas educativas.

A decisão não discutiu de quem era a culpa pelo descarte incorreto. Mas, baseada nas leis existentes como a própria Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) de 2010, que determina a logística reversa para todo material usado, isto é, o seu retorno ao ciclo produtivo, decidiu impor ações ao elo industrial, já que este é quem escolhe o tipo de embalagem para seus produtos e torna as PETs tão populares.

Segundo o tribunal estadual, o uso das garrafas PET permite aos fabricantes de bebidas reduzirem custos e aumentarem lucros. Nada mais justo do que se responsabilizarem por retirar as garrafas das ruas ou recomprá-las, além de investir na conscientização dos consumidores.

O Brasil sofre com o hábito de grande parcela da população de jogar lixo na rua. Além disso, há lugares remotos que não contam com uma coleta adequada.  O resultado é vermos muitos resíduos abandonados em lugares impróprios, muitas vezes junto a áreas verdes ou naturais, como praias e costões.

As consequências podem ser graves, como já destacamos tantas vezes, inclusive no post anterior sobre a Expedição Malaspina, que encontrou resíduos plásticos em 88% da superfície marítima do planeta.

Saiba mais sobre essa decisão em artigo da Envolverde.